Pular para o conteúdo principal

O acaso e o meu Coração



depois que me atraiu aconteceu que o dia ainda
tinha 24 horas
e contava segundos lentamente
como quem espera o leite subir
que reside em cativeiro
existe num risco de abraço e enfeitiça a boca

como espirro provocado por pó quem
confessa fascinação e só deseja
dormir
para cantarolar afastando-na dos olhos
insistentes em gritar o desejo na recusa
Não num canto comum
mas naquele que melhor saboreie
a indiferença do meu violão.

era como um relógio errado: o tempo
é o que arrependia
E se para dentro fosse a ereção
esse sortilégio ainda exclamaria zelo?
daí cambiou do prazer em falar no hábito
de ouvir
- Sutilmente, tatilho suas pernas

11 de outubro de 2018

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Uma conversa sobre Tradição

  à Débora Rocha, amiga querida e professora admirável Em mais um outro dia, em conversa com uma de minhas amigas, um assunto que sempre surge é o ofício de ser professor. Para além de sê-lo, há ainda a diferença apontada por Norma Telles no artigo dela “ Autor+a ”, no livro organizado por José Luis Jobim, o Palavras da Crítica de 1992. Ora, o que tem a ver um livro que trata das “Tendências e Conceitos no Estudo da Literatura” com o ofício de ser professor+a? Espero e desejo que, diferentemente das cabeças maquinárias programadas para pensar e escrever um texto dissertativo argumentativo modelo Enem, eu consiga fugir desse padrão. Entendam: é muito, muito, muito (mas muito mesmo) difícil fugir de uma fórmula para executar qualquer tipo de atividade. A redação de qualquer tipo textual não foge à regra. Talvez o exemplo mais fácil para ilustrar o que eu digo seja uma metáfora besta, que há muitos anos, serpenteia os caminhos do conhecimento que tento, todos os dias, vincar para...