Passei o dia com enxaqueca, talvez consequência da febre que se estendeu por três dias e, ao que tudo indica, findou ontem. O que causou o mal-estar? Não sei. Não quis ir ao médico e me dei três autodiagnósticos: 1) dengue; 2) covid e 3) (a clássica) virose. Primeiro descartei a SARS-CoV-2, porque agora (sete anos depois) os sintomas terríveis presentes na pandemia de 2019 são, para aqueles que se vacinaram, apenas os de uma gripe comum, e também porque, na minha cabeça, eu estava enxergando manchinhas vermelhas – comum na dengue – espalhadas pelo meu corpo. Além da terrível dor de cabeça que doía atrás dos olhos. Depois, comecei a sentir o nariz entupido, ter muita dor nas costas (como tive quando estive com covid) e muita vontade de comer “porcaria”, comida de baixíssima qualidade nutricional... Como não tive nem enjoo e nem dor de barriga, mas acordei com a péssima sensação de ressaca, bastava me levantar da cama que parecia que meu cérebro estava sendo chacoalhado, concluí se...
Há uma coisa que ninguém diz sobre trabalhar com aquilo que gostamos e, não, eu não estou dizendo sobre o infame ditado popular “e nunca mais amará nada na vida”. Não que alguém se importe com tamanha contextualização histórica, mas é que tendo eu, aprendido a escrever tão criança — por volta dos quatro anos de idade, (fazer construções frasais como essa: “tendo eu aprendido” com um aposto gigantesco para enfim chegar onde pretendo) —, tal regressão é muito mais do que ser tão somente prolixa. A questão envolve, obviamente, um apreço muito particular pelas palavras e pela combinação delas para formar um texto, seja lá qual seja ele, com o objetivo de informar o que quer que seja. Longe de mim romantizar o processo de alfabetização (mas já romantizando) — cometendo mais um clichê prosaico —, poderia afirmar que esse foi doloroso no corpo, como é o crescimento físico. Ouvi dizer que doem os ossos, mas eu não me recordo dessa dor. A qual me lembro era nos olhos, ardendo, de ficar tantas h...