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Uma continuação do texto de ontem (24/01/2026), que deve se encaixar enquanto depoimento

  Passei o dia com enxaqueca, talvez consequência da febre que se estendeu por três dias e, ao que tudo indica, findou ontem. O que causou o mal-estar? Não sei. Não quis ir ao médico e me dei três autodiagnósticos: 1) dengue; 2) covid e 3) (a clássica) virose. Primeiro descartei a SARS-CoV-2, porque agora (sete anos depois) os sintomas terríveis presentes na pandemia de 2019 são, para aqueles que se vacinaram, apenas os de uma gripe comum, e também porque, na minha cabeça, eu estava enxergando manchinhas vermelhas – comum na dengue – espalhadas pelo meu corpo. Além da terrível dor de cabeça que doía atrás dos olhos. Depois, comecei a sentir o nariz entupido, ter muita dor nas costas (como tive quando estive com covid) e muita vontade de comer “porcaria”, comida de baixíssima qualidade nutricional... Como não tive nem enjoo e nem dor de barriga, mas acordei com a péssima sensação de ressaca, bastava me levantar da cama que parecia que meu cérebro estava sendo chacoalhado, concluí se...
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Há uma coisa que ninguém diz sobre trabalhar com aquilo que gostamos e, não, eu não estou dizendo sobre o infame ditado popular “e nunca mais amará nada na vida”. Não que alguém se importe com tamanha contextualização histórica, mas é que tendo eu, aprendido a escrever tão criança — por volta dos quatro anos de idade, (fazer construções frasais como essa: “tendo eu aprendido” com um aposto gigantesco para enfim chegar onde pretendo) —, tal regressão é muito mais do que ser tão somente prolixa. A questão envolve, obviamente, um apreço muito particular pelas palavras e pela combinação delas para formar um texto, seja lá qual seja ele, com o objetivo de informar o que quer que seja. Longe de mim romantizar o processo de alfabetização (mas já romantizando) — cometendo mais um clichê prosaico —, poderia afirmar que esse foi doloroso no corpo, como é o crescimento físico. Ouvi dizer que doem os ossos, mas eu não me recordo dessa dor. A qual me lembro era nos olhos, ardendo, de ficar tantas h...

Um aquário

Minha memória curta lenta e fraca repete pedidos cujas respostas conheço Você, sempre impregnado nas horas escorre outro nos olhos e não esquece o tempo toda volta alguma parte sua me afasta da vida Mas se nega admitir só um recipiente sólido abriga volatilidade 29 de maio de 2017  ·  (i.)